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02/11/2009

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Rodolfo San,

concordo em 101% contigo, acho que qualquer governo do mundo precisa TAMBÉM ajudar a quem precisa. Mas a palavra chace aqui é "TAMBÉM", pois precisa também dar uma porta de saída da situação de parasita, E um incentivo (ou pena para a não saída ...).

mas acho que devemos ser umas bestas, pois se nossos representantes não o fazem é porque possuem motivos (!) de sobra ...

infelizmente o que me deixa mais triste é que mesmo muitos de nossos colegas de trabalho que, em tese, possuem educação/ porta de saída/ incentivo, continuam parasitando (a única diferença é o valor da grana parasitada ......)

e sim, estou com sobra de reticências aqui em casa hoje (é falta de inspiração).

Abraços

Serpa

José Francisco
Sou o amigo a que Rodolfo se refere no texto.
Apesar de ser paulista e ter morado no Rio (onde conheci Rodolfo), me considero pernambucano.
Conheci várias cidades no interior, como Secretário-adjunto de Educação do Estado, e uma delas me chamou a atenção: Moreilândia, no Araripe.
Lá nada acontece...nada mesmo.
Fui inaugurar uma escola, e disse ao Prefeito que quando as pessoas fossem se educando mais, a cidade iria melhorar, e ele me respondeu: não Professor, quando o cidadão daqui se educa ele vai embora buscar coisa melhor.
Não adianta ir contra as forças de mercado. Os incentivos individuais são muito superiores aos coletivos neste caso.
Em um país como o nosso, é preciso saber que em alguns lugares a ajuda governamental vai ter que existir, até para criar um mercado consumidor na esperança de que alguma inovação apareça, incorporando essas pessoas a um novo mercado de trabalho.
Acredite, em algumas regiões um suspiro de indústria até aparece.
O Governo Fernando Henrique, quando olhava o Nordeste, sempre dizia que a agricultura irrigada e o turismo eram a saída da região, se espelhando no Sertão do São Francisco e no Litoral Nordestino.....nesses momentos eu só pensava no Piauí.
Grande abraço

Rodolfo, muito bem escrito o texto. Também achei ótima a idéia de trocar o título dce eleitor pelo cartão do Bolsa-Família. Assim, os dependentes nem precisariam ir votar. E aí o insígne presidente iria cer "apóica trocê o rabo". Sobre a reportagem da rede Globo no Nordeste ea falta de vontade do povo para trabalhar, poderíamos sugerir à Globo umna reportagem semelhante nos grotões de Minas Gerais, tradicionais regiões de pequenos produtores rurais. Por ali, tem pequeno produtor que já está alimentando porcos com o leite das vacas. Os porcos antes eram alimentados com o milho produzido nas propriedades mesmas. Só que, depois do Bolsa Família, ninguém, NINGUÉM, quer mais trabalhar nessas propriedades. Resultado, os donos não podem tocar a lavoura de milho sozinhos. Deixaram de produzir o milho que alimentava os porcos. Comprar o milho para tal fim é proibitivo. As vacas são criadas soltas no pasto. Basta soltá-las de manhã cadinho e recolhê-las antes de anoitecer. Elas dão o leite que elimenta os porcos. No Nordeste, o comércio das pequenas cidades de fato teve um incremento. Agora, de onde vêm os bens que são vendidos no comércio? Precisam ser produzidos em algum lugar. Estão adquiridos em outras regiãoes ou mesmo no exterior. O Nordeste que já era uma região tradicionalmente importadora deve estar se tornando mais importadora ainda. O doutor eonomista que tanto elogiou o programa, bem que poderia fazer uma pesquisa sobre o assunto.

Rapaz, eu sou contro a forma que esta sendo tratado o bolsa-esmola. Mas, esta tão na boca do povo ser a favor, que ser contra é a certeza de ser rechaçado e críticado.
É ser do momento defender o bolsa esmola...

Rodolfo, parabéns, belo artigo.

Essa é a base de sustentação de todo o sistema. O poder político cria essa "horda parasitária" e dela se serve.

Noutro ponto, me rendo ao desafio proposto, mas poderia indicar o termo choldra como o coletivo dos "parasitas".

Um abraço.

Quanto mais ignorantes e acomodados, melhor...
Viva a Democracia Brasileira!

Caro Rodolfo. Parabéns, você escreve muito bem. Tão bem que eu quase pensei que você daria solução para o problema da fome, da preguiça, do imposto, da corupção e do voto. Adorei a idéia da troca do título eleitoral pela carteira do Bolsa Família. Mas o problema ainda é maior. Imagine o que se gasta para sustentar os parasitas dos três poderes, com aqueles cartões corporativos... Imagine o que as corporações fazem para sustentar o sistema neoliberal e essa democracia corrupta... Reconheço o seu esforço, mas o buraco é ainda mais embaixo. Grande abraço.

Rodolfo,

Como dizia Gonzagão

"Mas doutô uma esmola,
para um homem que é são
ou lhe mata de vergonha
ou vicia o cidadão"

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