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10/11/2009

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Prezado Rodolfo, mais uma vez passei horas navegando pelas páginas do Blog e mais uma vez venho dizer que elas agregaram uma avalanche de informação, conhecimento e questionamentos.
Até em um assunto tão sensacionalista (não sei se usei a palavra correta), conseguiu destacar o post de outros sobre o mesmo tema.

Parabéns!
Abraço.

Excelente ponto de vista, complementado pelo vídeo com a cena de apedrejamento de "A Vida de Brian".

Prezado Rodolfo

Achei muito bom seu artigo e suas pontuações... Parabéns... Escrevi no site www.administradores.com.br um artigo sobre o apagão, É a treva!!!

Abraços cordiais e cariocas

Gisele Leite

Acho que estamos mesmo confusos com as questões dos direitos atualmente. Se, como se afirma, a estudante tem o direito de ser vulgar, terá ela também o direito de vulgarizar todos os ambientes que frequenta? Terá ela o direito de perturbar a aula com a exposição do seu corpo? E não adianta dizer “olha quem quer”; é claro que todos vão olhar, uma vez que ela está mostrando.

Eu acho que ela tem sim o direito de ser vulgar, mas isso deve se limitar à vida dela. O direito dela não pode suprimir o direito dos outros. Infelizmente, parece que as instituições de ensino, de uma maneira geral, não podem mais impor limites de nenhuma espécie aos seus estudantes, pois todos têm direitos. Difícil mesmo é ouvir alguém falar em deveres. Essa estudante tem o dever de estudar e de contribuir para uma sociedade melhor; assim também os seus agressores. O lamentável é que nem ela nem os agressores querem saber de seus deveres, apenas dos direitos. E por isso mesmo, ao exercer o direito de se vestir como quer, outras pessoas também pensam que têm o direito de reagir como quiserem. Que eu saiba, os seres humanos têm direito à dignidade, algo que faltou aos dois lados.

Rodolfo,
Tive hoje, em sala de aula uma discussão sobre o acontecimento, uma das coisas que foi argumentada foi que, sendo a universidade uma instituição de ensino privada, poderia ter em suas normas algo que determinasse até que ponto as alunas, e também os alunos, poderiam ter liberdade em seu modo de vestir. Sei que existe o estilo de cada um, mas isto não impede que se possa se portar de modo adequado, afinal não se entra em trajes de banho em um tribunal, ou se vai de terno e gravata para uma praia. Em cada lugar deve haver um modo de se portar, e isto pode, no caso da universidade, estar declarado em suas normas, evitando casos como estes.

Rodolfo,

Muito bem colocado.
Mas o pior ainda está por vir: como a Uniban voltou atrás na expulsão assim que notou que sua reputação estava derretendo, imagino as campanhas de marketing (certamente em mídias sociais) que vão tentar recolocá-la como uma instituição aberta e sem preconceitos.

E para quem não quiser esperar para conferir, já existe uma paródia no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=snjPDpDg2Pk

Rodolfo,

só pode ser ironia o trecho "que sempre zelou pelo bom nome da sua instituição, fazendo com que fosse sempre uma das mais reconhecidas e citadas nos meios acadêmicos e profissionais"

César

Taca pedra na Geni...

Rodolfo,

Sim, eu ficaria escandalizada se ela fosse demitida de uma empresa por usar "aquela roupa". Lembrando, porém, que normalmente as empresas tem um dress code que costuma ser seguido.
Eu evitei, e continuo evitando, discutir publicamente a questão do gosto pessoal da moça na escolha do traje. Acho que não importa o que eu penso sobre o uso da roupa no local, ou sobre o comportamento dela. Importa, sim, o direito que ela, e todos nós, temos de nos vestir e portar como melhor nos convém. Ainda mais em ambientes adultos.

Lembrando que recentemente, houve na Bahia o caso de uma professora que foi demitida por um video postado no YouTube, em que ela aparecia dançando, e nesse caso, eu acho que a demissão foi correta, porque tratava-se de uma profissional que interagia com crianças. Ainda que no momento do video ela estivesse se divertindo, a postura dela foi incompatível com o cargo de professora, ao meu ver. Mas, mais uma vez repito, no caso da Geisy e seu vestido rosa, eram todos adultos. Fiquei indignada com o episódio.

(ah, "não posso evitar" dizer que acho "periguetes" e afins muito tristes e limitadas. Presas na armadilha de despertar o desejo masculino, sem atingir os sentimentos. Mas se tem quem gosta, que seja feliz assim. É como diz a velha frase: "“Não concordo com o que dizes, mas defendo até a morte o direito de o dizeres”. No caso, que cada um seja como quer!)

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