Uma enorme gritaria toma conta das redes sociais por conta da prisão dos hackers que invadiram a Carolina Dickman, digo, o computador da atriz. O problema está, parece-me, na velocidade com que a eficientíssima polícia conseguiu identificar, localizar e prender os (supostos) responsáveis pelo crime.
Não que isto seja ruim, em absoluto. A cobrança é para que outros crimes, mais comuns e envolvendo gente menos famosa, sejam apurados com iguais pressa e rigor. E que isto ocorra de ambos os lados e não somente quando uma celebridade for a vítima, mas também o perpetrador (Edmundo que o diga).
Casos envolvendo corrupção, por exemplo, contam com a costumeira preguiça, a inabalável incompetência e o conivente descaso da justiça brasileira. Demóstenes, por exemplo, só cai se seus comparsas estiverem de mal. Caso contrário, o corporativismo e o medo de ser o próximo absolverão o senador.
No fim das contas, Carolina ficou pelada para pôr uns borra-botas na cadeia - e muito rapidamente - enquanto gente mais perigosa e nociva continua à solta. E isto começou a me dar ideias...
Pelada ou careca, o que importa é a causa. E nem precisa ser uma Carolina...
Carolina Dickman poderia ter ficado pelada para por na cadeia alguém que valesse a pena. Imagine se ela fosse a público e dissesse: "se o processo do Demóstenes ficar pronto no prazo mínimo, publico fotos minhas pelada".
Se é isto que motiva a opinião pública, que faz as coias andarem rápida, então vamos pra cima!
Imagine se cada celebridade "adotasse" um criminoso ou um crime, prometendo suas intimidades para cadainvestigação concluída, cada processo finalizado?
Muitas belezocas dizem que não tiram a roupa por dinheiro nenhum no mundo. Mesmo que eu não acredite nisto, minha ideia oferece uma motivação completamente diferente: a chance de fazer algo decente pelo país - ainda que com certa indecência. Vai que a moda pega...
